quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Leão e o Porco

O Leão e o Porco

O rei dos animais, o rugidor leão, 
Com o porco engraçou, não sei por que razão. 
Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna 
(A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna): 
Deu-lhe alta dignidade, e rendas competentes, 
Poder de despachar os brutos pretendentes, 
De reprimir os maus, fazer aos bons justiça, 
E assim cuidou vencer-lhe a natural preguiça; 
Mas em vão, porque o porco é bom só para assar, 
E a sua ocupação dormir, comer, fossar. 
Notando-lhe a ignorância, o desmazelo, a incúria, 
Soltavam contra ele injúria sobre injúria 
Os outros animais, dizendo-lhe com ira: 
«Ora o que o berço dá, somente a cova o tira!» 
E ele, apenas grunhindo a vilipêndios tais, 
Ficava muito enxuto. Atenção nisto, ó pais! 
Dos filhos para o génio olhai com madureza; 
Não há poder algum que mude a natureza: 
Um porco há-de ser porco, inda que o rei dos bichos 
O faça cortesão pelos seus vãos caprichos. 

Bocage, in 'Fábulas' 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Coisas das Pessoas

"O homem não consegue criar um ser vivo, um verme, uma ameba, mas cria deuses aos borbotões..."(eu desconheço o autor dessa frase, mas é apropriada)Continuo: e ainda deseja que acreditem em seus devaneios... Explica essa, Freud... rs

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Propósito das Eleições de 2014

Estou pensando que Dilma e Aécio são dois retardados, manipulados e fdp que estão prestes a nos governar... temo os dois e creio que nem um nem outro farão o que prometem, nem o que o adversário diz que farão: são mentirosos e sem noção... só querem saber de sujar o outro, mas não concebem que para jogar sujeira em alguém, sua mão se suja antes... São bestas feras rudes e ignaras... talvez a melhor receita que esse povo sabe fazer: fofoca e pilhéria...
Meu amigo André Tavares escreveu uma peça de nome apropriado ao que se vem praticando aqui, (isso que nosso povo, o povo heroico do gigante pela própria natureza, costuma chamar de política)um povo sem instrução pois essa palavra tem sentido específico bem diferente do praticado; o nome da peça é "Nojo", substantivo bem adequado aos governos dos últimos trinta anos de nossa "gentalha, gentalha, gentalha"... Nojo

Vou mandar a real: Esses dois presidenciáveis que merecemos têm tantas provas um contra o outro, que ambos deveriam receber ordem de prisão preventiva, antes de qualquer coisa... Acaba logo, eleição!!! Já enjoou 

O negócio é o seguinte: que seja feita uma investigação(nem precisa de ser muito séria, pois no BR nada é muito sério mesmo), sendo comprovadas as acusações mútuas, sejam presos os criminosos, caso a acusação seja infundada, o acusador deve ser indiciado como caluniador e sofrer o processo cabível.
Polícia, prende esses caras ... ou prende o povo... tá mais fácil comer quentinha na prisão do que almoçar com recursos próprios


Depois do Incitatus, não sei por que estão se admirando de gente como Dilma e Aécio no poder... tanto faz

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

PÁTRIA ARMADA

Aqui vai o da semana. Uma 'singela'homenagem aos nossos governantes que VIOLENTAM a integridade de nossos professores e desonram nosso povo:

PÁTRIA ARMADA
Um mito, um gigolô
Um pobre, um sonhador
Rei densidade, súdito pedinte
Atleta de obstáculos, escravo seguinte
Novo descoberto, velhos mandamentos
Rico chantagista, miserável de momentos
Gestos inigualáveis, quietudes momentâneas
Gritos de avisos, idéias instantâneas
Avalanche de berros, silenciosos canhões
Prostituta arrependida com vários arranhões
De infinito iluminado por sonhadores errantes
De fim apagado por cabeças 'impensantes'
Destino que sumiu...
Não seria.... Brasil?!

Carla, por ela mesma

sábado, 21 de setembro de 2013

Palavras pra quê?

Uma 'leve' apologia à SEXTA-FEIRA! Boa noite!...



Devagarinho, 
descolo de tua boa
e encaro o teu rosto nu
sem as barreiras da sociedade,
sem as máscaras do individualismo.
Acompanho a gota de suor 
que escorre pelo teu corpo
e se esconde no cós
do teu jeans.
Meus dedos, trêmulos
tocam tuas costas
sentindo o vai-e-vem
da tua respiração ofegante.
E afinal,
me olha,
me acanha
e me ganha
com teu sorriso de menino
e em sucumbe
com o beijo
de um homem apaixonado.
Carla, por ela mesma

terça-feira, 17 de setembro de 2013

ÉRAMOS VELHOS AMIGOS

A emoção aos poucos escorre
Tornando amargas as palavras proferidas
Somente o gelo encobre as feridas
Da pessoa que agora morre.
Os versos que no papel caem
Destituídos de qualquer arroubo
Não deixam mais insano, o louco
Nem despertam sentimentos que traem.
Trazendo solidão e quietude
Já na descrença se ofusca
O brilho da juventude.
Não importam mais as lembranças
Nem saudades ou esperanças
De, um dia, sermos de novo crianças...
Carla, por ela mesma

domingo, 1 de setembro de 2013

Poetas, por Luis Fernando Veríssimo

Poetas, por Luis Fernando Veríssimo

Ainda não sabemos tudo sobre Marte, mas sabemos o bastante para dizer que ele nos decepcionou. Marte foi um blefe. Os tais canais vistos pelas lunetas antigas, provas de que haveria alguma forma de vida inteligente no planeta, mesmo que fosse só de engenheiros, não eram canais.
Nenhum vestígio de qualquer tipo de vida apareceu em Marte, muito menos o de uma civilização de homenzinhos verdes, ou de qualquer outra cor, com a capacidade para invadir a Terra. Anos e anos de literatura premonitória e previsões terríveis foram desperdiçados. Nos apavoraram por nada. Como no Iraque, também não havia armas de destruição em massa em Marte.
Mas, se Marte revelou ser um imenso parque de estacionamento, que não ameaça a Terra, isso não quer dizer que não existam civilizações lá fora que cedo ou tarde entrarão em contato conosco, exigindo nossa submissão ou anunciando a invasão.
Nada nos assegura que, se ainda não fomos invadidos por exércitos extraterrenos, não tenha havido — ou esteja havendo neste momento — missões de prospecção e espionagem, feitas por destacamentos avançados ou por agentes isolados, Não quero assustar ninguém, mas vou contar.
Já tive contato com um desses agentes extraterrestres. Desconfiei quando ele disse “Vocês são engraçados...” e eu perguntei “Vocês”, quem? “Vocês” brasileiros? “Vocês” carecas? “Vocês” míopes? Destros? Cardiopatas? E ele respondeu: “Vocês, gente.”
E me confessou (já tinha bebido um pouco) que não era deste mundo, era de outro, e estava prospectando o Universo inteiro atrás de um planeta para ser colonizado pelo seu. Achava que tinha, finalmente, encontrado este planeta. Era a Terra. No seu relatório, recomendaria que a Terra fosse ocupada e sua principal riqueza natural explorada, pois era o que faltava no planeta do qual viera.
Perguntei qual era a riqueza natural que nós tínhamos e eles não e o extraterrestre respondeu: “A poesia.” E perguntou: “Você sabe que a Terra é o único planeta do universo conhecido em que as pessoas dão nome aos ventos?” Fiquei lisonjeado com aquilo, pensando: “Taí, somos todos poetas e não sabíamos”, e perguntei o que fariam com os poetas da Terra no planeta dele.
— Comê-los, claro — respondeu ele.
E explicou que não havia mais poetas no seu planeta porque já tinham comido todos. Ou como eu imaginava que eles tinham se tornado uma civilização tão avançada?